Festival ECDE - Diário de Bordo Nº 02

1º FESTIVAL ECDE DE MÚSICA (On line)

Diário de Bordo Nº 02 – Dia 17 de Abril de 2021


Hurra! Tinha tudo para desandar e comer só a carniça... vote! O que foi isso??? (risos). IXPRIKO: Ontem acordei na madruga, numa adrenalina sem igual e era umas 04 da matina e, olha, que fui desligado as duas... entendestes? Putz! O capetinha só dizia: escreve, escreve, escreve... Entonsis não me fiz de rogado e fui... Ligeiro e só, só não, acompanhado por minha gata Julieta Cristal... O certo é que no dia 17, depois de todo o ocorrido, beirava às 16h30, apaguei geral... Acordei de sopetão, sem a luz da razão e sem entender o porém... E na mesma hora botei as esporas e me piquei em mim mesmo. Putz!!! Já era 18h15 de hoje (ontem), que aperreio... fui primeiramente no grupamento do dia e por ironia, fui o segundo a me comunicar com o povo... aliviei, destravei o freidemão e relaxei.... Fizemos os aprontes de aquecimento e naquele momento, pensei: hoje vai ser massa.

Como de praxe TIA MIRIAM e TIO MAGRÃO já estavam a postos quando iniciou a vinheta de abertura, e depois de ontem, da nossa formatura, tudo o que se aproximava, vinha numa perspectiva alucinante. A noite prometia.


As atrações


Com sotaque carregado de andarilhos espanhóis, surgiu FILIPE FREITAS, com sua guitarra leve, pulsante e contundente, observado por um Guevara Revolucionário, fez com quem ainda pensava ser do posto contraditório ou o otário por contradição, ficasse na mão por tamanha beleza e sonoridade. Com uma guitarra precisa, deu o tom de como seria a noite.


Agora já vou te dizendo, o dito pelo não dito, o que aqui for descrito, vai ser só uma pincelada, dessa rapaziada que comoveu geral. OS DITOS com a sua psicodelía mutante apareceu na tela, e não foi cena de novela ou de telejornal, foi algo paranormal que traduzia música e poesia num mesmo patamar sem igual. Emoção além-mar, que comoveu Miriam de lá, Magrão de cá e eu que tive um adendo de minha esposa: “pare de chorar, você, ainda vai se apresentar...” Né, zélemento chorão?

Acender a vela, já é tradição quando não tem vida não é TREVO RIBEIRO ou emoção. Assim me chegou a poesia e a canção, num ritual emblemático, onde a lógica de um povo que tem a força negra de nosso Zumbi dos Palmares e a gana da sobrevivência de Chico Mendes, fortemente enraizada em suas entranhas, nos coloca num patamar de solidariedade emocional, afetiva, espiritual e carnal com o todo. Vida longa rapaziada!


Nesta parte complica, falar de nós mesmos, pode parecer chover no molhado ou fazer propaganda enganosa (risos), mas para não me fazer de besta ou atrapalhado, pera! Vou ver no chat da apresentação, algum recado... taí procês o povo comentando sobre EDUARDO PROFFA & OS ZÉLEMENTOS: “Alagoas? Presente !!!”; “Eita som porreta!”; “Alagoas bem representada por esses grandes artistas alagoanos”; “Reza o terço, canta o terço”; “Rock Baião é tudo de bão!!!”; “Viva o Nordeste brasileiro! Viva o Nordeste brasileiro!”; “Tem uma pegada de musica regional nordestina mas com uma roupagem diferente”; “Fazendo roda punk aqui na sala”; “Que porrada esse som!!!!”; “Viva Alagoas!”... vou parar por aqui, DESCULPE-ME OS NÃO CONTEMPLADOS, mas até narcisismo tem limite (risos)... Tô falando de a vera!!!


“Soy latino americano e nunca me engano, nunca me engano” Zé Rodrix gritou bem alto e profundo nas minhas ouças e desandei a sorrir, a dançar e a chorar de emoção. Meus ídolos mais profundos da música e luta americana (SIM!!! Somos americanos...), me abraçaram ao som das MERCEDITAS, show demais! Um salve à Mercedes Sosa, Tarancón, Che, Castro, Lula, Mujica, King, Mendes, Mariele, Zumbi, Lampião e outros tantos, figuras ímpares como nossas belas e encantadoras meninas.


A nossa sexta apresentação nos mostra como é possível elencar a família em nossas ideias, nossos sonhos e principalmente nossos ideais. Não estou falando da família Dó-Ré-Mi, não estou falando da família dos Waltons (boa noite, John Boy!), não estou falando da minha família (Seu Juca e Dona Iaiá tiveram 10 filhos, povo pobre, sem TV, é uma onda) (risos). Foi a coisa mais linda de se ver.… a BANDA D’NÊGO, nos presenteando com um som criativo e familiar... não quero arranjar confusão com a trupe, mas o que mais aveludou nossos ouvidos foi o FORA BOLSONARO! Que a criançada colocava ao final de cada música, SENSASIONAL!


Aí, direto de Florianópolis, surge um cara com voz mansa e certeira com uma qualidade levedura, com uma musicalidade ímpar falando de um tempo que os amores com a vida, com os seres e as coisas mais simples nos eram tão normais... E depois colocou seus autorretratos que só o power musical nos traz através da poesia, “E daí se a gente não está mais aí... quem chorou ou se despediu, ainda temos a nossa roupa no varal...” Uma realidade poética para nossos dias atuais... Na real? “Depois de tudo surge a primavera. ”


Que noite senhoras e senhores!!! Para fechar como uma navalha cortante, surge uma galera contra o conservadorismo imbecilizado, o ZONA 21, com seu sotaque verdadeiramente carioca (I aí! Fora Bolssssonaroooooooooooooooooo!!!) e brasileiro. Chegou com uma musicalidade agressiva, direto dos guetos, direto das nossas necessidades de gritar alto. Que poesia sonora meus bons companheiros! Abri mais uma breja para comemorar a nossa noite de manifestação artística de tanto talento. Show!


Bem! Mil perdões por esta resenha só sair agora, é que finalmente consegui dormir um pouco (mais que seis horas). Agora, depois da NOSSA estreia, é só ser plateia, fã do projeto e divulgação. Tamo junto


Beijo no coração de todas e todos!


Hoje tem mais...


Me despeço por aqui, fazendo um convite a você que chegou ao final desta resenha: Se achegue, aprume uma gelada, uns tira pro bicho num pegá e assista o Festival ECDE... Garanto uma noite de rara beleza.


Inté!!!


Eduardo Proffa

Um Zélemento apreciador da boa arte!


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