Os isentões e isentonas da era bolsonarista

Quem já não teve ou tem um parente, amigo ou amiga que não se posiciona politicamente contra injustiças? Atire a primeira foice quem nunca... Esse pequeno texto tenta decifrar a quimera, quem são os isentões e isentonas? Serão eles na verdade filhotes e viúvas de ditadura que gostam mesmo é de autoritarismo? Como vivem, o que leem? e principalmente, como dormem tranquilos?

Quais seriam os verdadeiros argumentos por traz dessa apatia e desinteresse por causas humanitárias? Levantamos alguma hipóteses:

- Temem os milicianos? Vivem em área de mílicia?

- Temem perder seguidores que apoiam o despresidente?

- Eles temem perder dinheiro ou prestígio entre os apoiadores do despresidente?

- Eles temem, em caso de golpe militar, pela própria integridade física ou de seus familiares?

- Eles acham que o governo atual é um bom e deve ficar até o final?

- Admiram o "mito" mas preferem ficar na maciota?

- Concordam secretamente que é o governo que eles sonharam?


Não sabemos, a resposta pode ser uma ou mais ou todas elas juntas, amiguinhos. A certeza que temos é que a vida ensina e a sabedoria popular diz, se você não se posiciona contra uma injustiça, você a fortalece.


Diz a lenda que Deus e o Diabo estavam tentando fazer o isentão sair de cima e um muro.

De um lado, Deus pedia para que ele descesse logo, que ali haviam pessoas bacanas, produtos da reforma da agrária, wifi de 600 GB, belas palmeiras e sabiás e que toda noite rola festa com mel e maná bem estilo povo das miçangas...O Diabo do outro lado do muro, tranquilamente encostado a uma arvore em chamas, parecia alheio ao zum, zum, zum. O isentão então perguntou a ele: ô Diabo. você não vai fazer nenhuma proposta para eu descer do muro? E eis que a entidade responde: Para que? Esse muro que você está sentando é meu.


Moral da história: Em terra de gado, isentão é churrasqueira e também a carne, dependendo da sua classe social.



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